PASTOR NO QUÉNIA DETIDO PELA MORTE DE 191 PESSOAS APÓS ORDENAR QUE SEGUIDORES JEJUASSEM ATÉ À MORTE PARA ENCONTRAR JESUS
Um tribunal do Quénia condenou Paul Mackenzie, líder de uma seita religiosa, pelo homicídio de 191 pessoas, entre elas 190 crianças e um adulto. O líder religioso é acusado de ter organizado um sistema em que os seguidores eram obrigados a ficar sem comer até à morte, acreditando que assim iriam encontrar Jesus e chegar ao céu.
O caso foi descoberto em 2023, depois de as autoridades encontrarem várias campas numa propriedade na floresta de Shakahola, no condado de Kilifi, na região costeira do Quénia. Desde então, foram exumados mais de 400 corpos, embora a condenação agora anunciada esteja relacionada com 191 mortes.
Segundo as conclusões do tribunal, o jejum era imposto aos seguidores e começava pelas crianças. Algumas eram privadas de alimentos, enquanto pessoas que tentavam fugir ou comer eram impedidas por guardas, recorrendo, em alguns casos, à violência. Os cuidados médicos também eram rejeitados, sendo apresentados como algo contrário à fé.
Paul Mackenzie negou ter obrigado os seguidores a jejuar até à morte, mas o tribunal rejeitou a sua defesa e considerou-o culpado, juntamente com outros 28 arguidos. A sentença, que determinará as penas a aplicar, está prevista para o dia 6 de Novembro de 2026.
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