O funcionamento da tecnologia é surpreendente: as mãos robóticas recebem a fala do professor e reproduzem movimentos correspondentes em língua de sinais. Os equipamentos são fabricados por meio de impressão 3D, utilizando plástico reciclado, e custam aproximadamente 350 dólares por unidade. Segundo a empresa, cada dispositivo pode funcionar por até três anos sem necessidade de manutenção.
A startup afirma que a tecnologia alcança 92% de precisão na conversão da fala em sinais e já comercializou 78 unidades. Para desenvolver o sistema, Norah e sua equipe precisaram superar um desafio importante: a falta de uma base de dados unificada de línguas de sinais africanas. Por isso, trabalharam com professores surdos e pessoas experientes na comunicação por sinais para registrar movimentos e construir o próprio banco de dados.
O projeto ainda está em desenvolvimento, e a equipe pretende criar uma versão mais avançada, com a parte superior de um corpo robótico, para ampliar o vocabulário e a capacidade de comunicação. A iniciativa mostra como a tecnologia pode contribuir para reduzir barreiras na educação, embora não substitua a importância de professores preparados e do ensino em língua de sinais. Uma ideia que nasceu da vontade de tornar a sala de aula mais acessível e oferecer novas oportunidades de aprendizagem para milhares de crianças.
